terça-feira, 7 de setembro de 2010

ONTEM, CONVERSANDO COM ALGUÉM MUITO AMOROSO E SÁBIO, OUVI ESSA FRASE, E ME SENTI PLENAMENTE CÔNSCIO DE SUA ACERTIVA... PEDI ENTÃO, PERMISSÃO PARA USA-LA...

"O LUGAR DE CADA UM 
É ESCOLHA"


OPUS 7

É...
ainda que eu viva mil vidas...
Ainda que me reste muito tempo
(ou nenhum)
Ainda assim me será difícil entender...
O quão dificil é ser pleno em tudo...
Ainda que me reste muita compreensão,
Muito dificil será entender aquilo que se passa nas almas
e nos corações.

Pobres, são os egoístas
(ou seriam os temerosos...)
portadores do medo?

Ainda que me reste uma infinidade de parcela do infindável
Restar-me-á sempre a dúvida,
Doce é cruel:
-Onde se escondeu o sorriso...
Aquele brilho cristalino dos olhos...
Para onde foi aquele arfar de corpo,
Cansado e sereno a saber-se permitido?

Eis-me aqui a indagar
Como fazem as crianças perante o que lhe é desconhecido,
sem medos e sem receios;
como se pudesse ter respondidas, minhas perguntas...

"Olhai os Lírios do Campo, os pássaros e a própria existência
Em nada habita o medo..."

Porque então se deixar sub-julgar por algo que não  foi dado;
por algo imposto, 
por dor ou por circunstâncias...

Há de ser um dia,
O dia do que tudo irá virar sorriso,
brilhante, cristalino e claro...
Dia este em que todos serão Lírios do Campo,
pássaros nos ares,
a própria existência...
Sem medo e sem contenções

Abraçar-se, como se não fosse difícil tal comunhão
Beijar-se às  faces,  como se fosse isso a mais natural das atitudes
Entregar-se ao novo e a descoberta
Permitir-se e ser felicidade
Ainda que não se tenha todas as respostas, não cabe preocupar-se desnecessariamente

As grandes perguntas são em si, as grandes respostas,
basta sabê-las...
...um sábio disse que só perguntamos aquilo que realmente sabemos.
(talvez essa seja a grande verdade...)
E EU AQUI A INDAGAR...


OPUS 8


Hoje é um dia muito especial, 
mesmo sendo especial 
como todos os meus dias anteriores...
Porém nem por isso menos importante.

Sentei-me em meu lugar do presente e 
me coloquei a perscrutar 
a mim mesmo e as minhas coisas...
lobo farejando o ar

Invejável é a capacidade de dar importância 
a tudo aquilo que se vive 
e se sente...
Sentir o doce aquecimento do imprescindível, 
brotar dos sentimentos...

Tempo e espaço passam a ser, neste momento, 
simples figuras de retórica,
brotadas dos limites estabelecidos pelo mundo dos homens...

Mergulhar fundo, como feito em outras vezes, 
e se extasiar com a novidade com a qual se depara... 
se surpreender...
"Faz tempo", e no entanto, está ali, próximo, 
na espreita do proximo movimento, 
alheio ao movimento geral.
Senhor absoluto de sua força e do tamanho de seu poder.

Figura perene e inefável - bruto e delicado,
contendo e sendo contido por trancas sem chaves 
e portas escancaradas,
onde perduram simplesmente, 
os velhos e tão conhecidos batentes...

Os olhos, sempre tão vivos, 
brilham na penumbra colorida do tecido da vida,
e se emocionam ao menor dos gestos,
ao mais insignificante dos movimentos da nau do destino.
Tudo é tão presente 
que parece ter e estar acontecendo no mesmo momento,
neste momento.

A inconsequência observada no medo, 
pode ser percebida de forma clara,
bem como o egoísmo covarde de atos e atitudes duvidosas...
as certezas chegarão num dos dias seguintes que estão por vir...

A saudade sempre acompanhou, e acompanha, 
o espreitador,
sempre envolto pelo manto da solidão ao qual se permitiu 
no momento de sua escolha de vida.


De antigos e misteriosos tempos, 

sopram ventos e brisas,
trazendo fatos e acontecimentos 
que só podem ser percebidos 
pelos seus mais primitivos instintos.

A racionalidade não cabe!
É algo primário - animalesco,
que não pode ser dominado, 
apenas pressentido e obedecido,
pois se assim não for, 
as mutilações podem ser irreversíveis.

As narinas farejam as direções e os destinos...

lobo farejando o ar.
os olhos observam os movimentos dos indidivíduos, 
esperando o momento do toque, do contato.


Os ouvidos, atentos, 

buscam captar a sonoridade do grito silencioso,
que deverá ser parido das entranhas 
que o mantiveram preso e amordaçado...
Ah! tudo estava atento, 
mesmo que talvez já não fosse mais 
o momento de Fenix.

Em algum lugar do caos existente, 
reinam os Senhores da Ordem...
novamente o que tiver de ser; será!

Hoje, sentei-me em meu lugar do presente,
e uma doce e saudosa brisa 
- nem tão velha, nem tão jovem -
pousou em meu peito e me beijou a alma...

Nesse momento, senhor absoluto do que sinto,
me percebo e me sei feliz...

Hoje...
tudo porque simplesmente me sentei e me permiti sentir...
saudades!












...SEI LA...MIL COISAS...


NEM SEMPRE SOUBE O QUE PODIA DIZER, MAS SEMPRE DIZIA ASSIM MESMO... POR ESSA RAZÃO, E OUTRAS QUE NÃO VEM AO CASO... SEGUEM AS PRIMEIRAS POESOFIAS, DO MEU LIVRO "ALBUM DE FOTOGRAFIAS"... Kalbonetti

SALVE MADRINHA...SALVE!!! 
UM GRANDE BEIJO N'ALMA


OPUS 1

Eu não sei...
Se você souber,
diga...
Eu só sei de ti
Em mim:
- Como saudade
... como desejo
  ... como querer!
Além disso não sei! 


OPUS 2

São tantas a vezes
que os olhares povam a noite 
incomodando em silêncio
a essência das indagações...

São tantos os matizes,
que as serenas nuances dos seres
são estendidas às janelas d'almas

Como velhos trapos
no impessoal balançar
de um fim de tarde...

São tantas as coisas, 
que prefiro não me ater a nada 


OPUS 3 

AMA, 
como um gesto lançado ao ar
como o grito solto ao léo
como o sonhar suave 
aconchegado na madrugada...

LEMBRA,
não de esqueça de lembrar
se era eu ou era você 
que gostava 
de gostar...

OPUS 4

"esquecer-se-á de lembrar... não lembrar-se-á de esquecer"
Sentir nas veias,
circular um sentimento...
Hálito e vento,
Brisa solta nas manhãs
Conta/canta no tempo
um desenho de saudade...
"a verdade,. como a beleza, está nos olhos de quem a cultiva"
...o amor vai queimar no tempo até o último dos homens..
(Hoje me machucaram o espírito!)

OPUS 5

É em noites como essa que me lembro de você...
sob o olhar brilhante da lua,
E na sonata da brisa da madrugada.

Sua figura esguia
seus olhos distantes;
silenciosos...
Pousados n'algum lugar - 
saudosos...

Me lembro de ti no cair das tardes...

No rosto, 
o mistério do crespúsculo
Na pele delicada, 
a musicalidade do sentir...

Espírito sereno, docemente atribulado...

Nada soube de ti,
no entanto muito sei.

Posso ouvir seus passos delicados
Seu rosto na moldura da porta...
Posso ver teus sonhos,
no reluzir d'um copo.
Pouco dissestes
- Muito mostrastes.

Me lembro de ti, nos raiar da manhã
no nascer do Sol, 
Nas gotas de orvalho
enfeitando de pérolas líquidas
as pétalas de suas flores, 
Sob o canto de seus pássaros...


Me lembro de ti em minha tristeza
Tristeza serena, dura - silenciosa,
...sei do que sentias e teu silenciar...
Sei do que dizias...


Na madrugada,
vejo coisas belas,
E em todas elas, 
Vejo a ti.


OPUS 6


Aceno, e mergulho...
O sonho imerso no azul
A dor latejante - serenidade no saber
Sentir-te
Abandonar-me em sua beleza...


Óh! Tristeza infinda
Chama e luz em minha saudade
Nada sabe o meu coração
De meus sentimentos bandidos...


A vida, doce
esvai-se em silêncio
Almejando sempre o momento seguinte...
O desejo atinge o ser
O lamento me nega - te nega em mim

Óh! Saudade infinda
Onde anda aquele olhar sonhado
Aquele sorriso desejado
- A sua presença furtiva?

Meu ser espera e busca
E na busca impaciente - aguarda
E eu aqui, nada sei.

Só saudade
só devaneio...
Só abandono em teus "olhos blues